Monteiro Lobato

O PICAPAU AMARELO

 Capítulos 21, 22, e 23

  

21 – O cruzeiro

O “Beija-Flor das Ondas” ancorou rente ao cais do palácio e o Visconde mandou dizer ao Príncipe Codadade que Branca, Dona Benta, e os meninos estavam à espera de sua visita. Codadade preparou-se e foi.

A recepção correu muito cordial. Em certo ponto Pedrinho disse-lhe:

— Lembra-se, Príncipe, daquela vez em que esteve lá no sítio e fomos aventurar pelos campos, com o Aladino da lâmpada maravilhosa? Nunca mais me esqueci desse dia. E por falar: que fim levou Aladino?

— Está aqui, sim. Todos nós das “Mil e Uma Noites” já nos mudamos.

E apontou para os palácios em estilo árabe que se viam ao longe.

— Olhe, lá está a residência da Xarazada, a contadeira de histórias. E à esquerda, a caverna de Ali Babá e os quarenta ladrões. O palácio de Aladino fica à direita, atrás do morro.

Pedrinho estava sequiosíssimo por encontrar-se com Aladino, para novas experiências com a lâmpada.

Ao ser apresentado a Branca de Neve, o Príncipe não deu nenhum sinal de amor instantâneo. E vice-versa: o coração de Branca de Neve não palpitou pelo Príncipe. Continue lendo “Monteiro Lobato”

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Lobato en Esperanto – 09

LA FLAVA PEGO

 Ĉapitroj 17, 18, 19 kaj 20

 

17 – La aresto de la sireno

         Antaŭ la vespero, ĉies atento estis altirata de io, kio okazadis en la malproksimo. Peĉjo kaj Peter Pan revenadis – sed ili kunportadis ion pezan.

         Emilja kuris al la binoklo.

         – Ho, la spertuloj! – ŝi ekkriis. – Ili iris por fiŝkapti kaj nun alportas grandegan fiŝon. Atendu… Ne estas fiŝo, ne! Aspektas kiel sireno… Estas sireno, ja…

         La vortoj de Emilja skuis la tutan domon; eĉ Don Kiĥoto leviĝis de sia hamako por apogi sin sur la veranda balustrado. Princo Belerofono faris la samon.

         – Sireno, heroo! – kriis Emilja. – Ĉu tio ekzistis en via lando?

         – Kompreneble, jes, – respondis la heroo. – Sirenoj estis kreitaj de la greka imago. Sed tio, kio mirigas min, estas ke la knaboj kaptis unu. En Grekio mi neniam aŭdis pri iu ajn, kiu kaptis sirenon.

         Peĉjo kaj Peter alproksimiĝis. La sceno iĝis videbla eĉ sen binoklo. Ili trenadis la kompatindan estaĵon je la hararo, la belan verdan hararon, je la koloro de algoj. Continue lendo “Lobato en Esperanto – 09”

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Monteiro Lobato

O PICAPAU AMARELO

Capítulos 17, 18, 19 e 20

 

17 – A sereia aprisionada

Ali pela tardinha a atenção de todos foi atraída por um movimento ao longe. Pedrinho e Peter Pan vinham voltando — mas voltavam a arrastar qualquer coisa pesada.

Emília correu ao binóculo.

— Ah, malandros! — exclamou ela. — Foram pescar e estão trazendo um peixe enorme. Esperem … Não é peixe, não! Parece uma sereia … É uma sereia, sim…

As palavras de Emília alvoroçaram a casa inteira; até Don Quixote levantou-se da rede para ir debruçar-se no gradil da varanda. O Príncipe Belerofonte fez o mesmo.

— Uma sereia, herói! — berrou Emília. — Lá na sua terra havia disso?

— Claro que havia — respondeu o herói. — As sereias foram criadas pela imaginação grega. Mas o que me espanta é que os meninos tenham apanhado uma. Na Grécia eu nunca ouvi falar de ninguém que houvesse pescado uma sereia.

Pedrinho e Peter foram se aproximando. A cena tornou-se visível mesmo sem binóculo. Vinham a arrastar a pobre criatura pelos cabelos — pelos lindos cabelos verdes, cor das algas do mar. Continue lendo “Monteiro Lobato”

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