Histórias de Tia Nastácia, ÍNDICE

Monteiro Lobato

Histórias de Tia Nastácia  Capítulos 1, 2 e 3   1 – Histórias de Tia Nastácia          Pedrinho, na varanda,…

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Histórias de Tia Nastácia Capítulos 4, 5 e 6   4 – A princesa ladrona          Havia um pai com…

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Histórias de Tia Nastácia Capítulos 7, 8, 9 e 10   7 – O homem pequeno          Uma vez o…

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Histórias de Tia Nastácia  Capítulos 11, 12, 13 e 14   11 – João e Maria Houve uma vez um…

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Histórias de Tia Nastácia  Capítulos 15, 16, 17, 18, 19 e 20   15 – A formiga e a neve…

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Histórias de Tia Nastácia  Capítulos 21, 22, 23 e 24   21 – O rabo do macaco      …

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Histórias de Tia Nastácia Capítulos 25, 26, 27, 28 e 29   25 – O veado e o sapo         …

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Histórias de Tia Nastácia Capítulos 30, 31, 32, 33 e 34   30 – O pinto sura Era uma vez…

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Histórias de Tia Nastácia Capítulos 35, 36, 37, 38, 39 e 40   35 – O jabuti e o lagarto …

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Histórias de Tia Nastácia Capítulos 41, 42, 43 e 44 (último)   41 – O rato orgulhoso Um rato fazedor…

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Monteiro Lobato – 14

Reforma da Natureza – Primeira Parte

Capítulos 1, 2 e 3

 

1 – A reforma da Natureza

Quando a guerra da Europa terminou, os ditadores, reis e presidentes cuidaram da discussão da paz. Reuniram-se num campo aberto, sob uma grande barraca de pano, porque já não havia cidades: todas haviam sido arrasadas pelos bombardeios aéreos. E puseram-se a discutir, mas por mais que discutissem não saía paz nenhuma. Parecia a continuação da guerra, com palavrões em vez de granadas e perdigotos em vez de balas de fuzil.

Foi então que o Rei Carol da Romênia se levantou e disse:

– Meus senhores, a paz não sai porque somos todos aqui representantes de países e cada um de nós puxa a brasa para a sua sardinha. Ora a brasa é uma só e as sardinhas são muitas. Ainda que discutamos durante um século, não haverá acordo possível. O meio de arrumarmos a situação é convidarmos para esta conferência alguns representantes da humanidade. Só essas criaturas poderão propor uma paz que satisfazendo a toda a humanidade também satisfaça aos povos, porque a humanidade é um todo do qual os povos são as partes. Ou melhor: a humanidade é uma laranja da qual os povos são os gomos.

Essas palavras profundamente sábias muito impressionaram àqueles homens. Mas onde encontrar criaturas que representassem a humanidade e não viessem com as mesquinharias das que só representam povos, isto é, gomos da humanidade?

O Rei Carol, depois de cochichar com o General de Gaulle, prosseguiu no seu discurso.

– Só conheço – disse ele – duas criaturas em condições de representar a humanidade, porque são as mais humanas do mundo e também são grandes estadistas. A pequena república que elas governam sempre nadou na maior felicidade. Continue lendo “Monteiro Lobato – 14”

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Monteiro Lobato

Histórias de Tia Nastácia

Capítulos 41, 42, 43 e 44 (último)

 

41 – O rato orgulhoso

Um rato fazedor de grande ideia de si mesmo, vivia esperando ocasião de realizar coisas que mostrassem a sua importância. Certa noite acordou de sobressalto. A casa estava queimando. O rato ficou aflitíssimo, sem saber como escapar.

As labaredas, porém, cresciam e ele teve de resolver-se; ou ficava ali, e morria assado, ou escapava. Fechou os olhos e lançou-se ao fogo. Mas; sem saber como, não se queimou. Achou-se lá fora, sem o menor tostadinho no pêlo. Isto o encheu de enorme orgulho.

— Qual! Sou mesmo diferente dos outros. Nem as chamas têm coragem de me queimar…

Passeou por ali uns instantes e voltou a ver o estado do incêndio. Só então percebeu que não tinha havido incêndio nenhum. Os raios do sol, que se ia erguendo, é que lhe deram a impressão de fogo.

O rato suspirou. A sua importância não era o que ele havia suposto. Mas que fazer para provar tal importância? Continue lendo “Monteiro Lobato”

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