Monteiro Lobato

O POÇO DO VISCONDE

 Introdução, capítulos 01 e 02

 

Introdução

         Ao receber o jornal, Pedrinho sentou-se na varanda com os pés em cima da grade. Narizinho, que estava virando a máquina de costura de Dona Benta, disse:

         – Vovó, eu acho uma grande falta de educação essa mania que Pedrinho pegou dos americanos, de sentar-se com os pés na cara da gente. Olhe o jeito dele…

         Dona Benta suspendeu os óculos para a testa e olhou.

         – Certos sábios afirmam, minha filha, que quando uma pessoa se senta com as extremidades niveladas, a circulação do sangue agradece, e a cabeça pensa melhor. É por esse motivo, que os homens de negócios da América costumam nivelar as extremidades, sempre que têm de resolver um assunto importante. A coisa fica mais bem resolvida – dizem eles.

         – E é verdade?

         – Os negócios de lá prosperam melhor que os de qualquer outro país; se o tal nivelamento dos pés com a cabeça contribui para isso, não sei. Ê problema para os fisiologistas resolverem.

         – Que é fisiologista? Continue lendo “Monteiro Lobato”

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Alma desdobrada

Descartes

Nota: Quando fiz a última revisão deste livro, para publicaçáo neste saite, cortei trechos, por considerar que estavam fora do contexto do livro em geral. Em 27.06.2024 descobri papéis avulsos com o material rejeitado. Reli tudo e percebi que há alguns momentos com um certo brilho, tão só porque são indícios precisos daquela fase de revisão existencial que me aconteceu em 1981, há quarenta e três anos atrás. São opiniões, comparações, discretos delírios, observações já desatualizadas… Repito que isto foi escrito em 1981, em 1980 tinha passado três meses na Europa.

        Conservei a ordem da sequência original, mas, aqui, os números nada significam:

 

068 – estou esperando o metrô numa qualquer estação de paris. nunca se viu tanta eficiência assim. o metrô em paris é barato e rapidíssimo. a gente toma o trem, salta, faz conexões, salta novamente, sobe as escadinhas e já está a dois ou três quarteirões do local onde se quer ir. então eu penso: é barato e rápido, para que os operários não se atrasem nos seus trabalhos. a eles não é dado o direito de ver a luz do sol lá em cima. caminham pelos túneis dias e dias. eles não vivem em paris, vivem nos túneis, como minhocas, e nos empregos, como ratos amestrados.

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Hans Staden, INDEKSO

Lobato en Esperanto – 07

Hans Staden  Ĉapitroj 1 kaj 2  Tradukis Jorge Teles            Sinjorino Benta rakontas al la genepoj la historion de…

Lobato en Esperanto – 07

Hans Staden Ĉapitroj 3 kaj 4 Tradukis Jorge Teles   03 – Vojaĝo al Lisbono          La ŝipoj forlasis la…

Lobato en Esperanto – 07

Hans Staden Ĉapitroj 5 kaj 6 Tradukis Jorge Teles   05 – Esplorado de la tero          Kiam la knabino…

Lobato en Esperanto – 07

Hans Staden Ĉapitroj 7 kaj 8 Tradukis Jorge Teles   07 – La Fortikaĵo de Bertioga          Hans Staden loĝis…

Lobato en Esperanto – 07

Hans Staden Ĉapitroj 9 kaj 10 Tradukis Jorge Teles   09 – Iro al la Indiana Vilaĝo          Hans estis…

Lobato en Esperanto – 07

Hans Staden Ĉapitroj 11 kaj 12 Tradukis Jorge Teles   11 – La senkora franco          Iun tagon sovaĝulo venas…

Lobato en Esperanto – 07

Hans Staden Ĉapitroj 13 kaj 14 Tradukis Jorge Teles   13 – Esperoj          Tuj post la forido de Njaepepo’,…

Lobato en Esperanto – 07

Hans Staden Ĉapitroj 15 kaj 16 Tradukis Jorge Teles   15 – Scenoj de kanibalismo          Kelkan tempon poste, la…

Lobato en Esperanto – 07

Hans Staden Ĉapitroj 17 kaj 18 Tradukis Jorge Teles   17 – La malsana kariĵoo          En la indiana vilaĝo…

Lobato en Esperanto – 07

Hans Staden Ĉapitroj 19 kaj 20 Tradukis Jorge Teles   19 – La milito          Kvar tagojn poste, la kanuoj…

Lobato en Esperanto – 07

Hans Staden Ĉapitroj 21 kaj 22 (lasta) Tradukis Jorge Teles   21 – Hans translokiĝis al alia indianvilaĝo          Post…

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