A Chave do Tamanho
Capítulos 9 e 10
9 – A estante dos remédios
A estante dos remédios era das pequenas, como em geral as estantes de remédios, de modo que a segunda prateleira ficava a apenas dois palmos do chão. Mesmo assim, para criaturinhas daquele tamanho a altura de dois palmos era o mesmo que um sobrado. Emília, entretanto, foi subindo.
Encontrou vários cadáveres secos de moscas, borboletinhas, traças e até o de um vaga-lume dos menores.
— Já sei por que a aranha desta teia não está aqui — disse ela consigo. — Sugou este vaga-lume e morreu envenenada. Aquela luzinha dos vaga-lumes é fósforo — um veneno terrível.
A sua hipótese do buraco do nó de pinho acertou. Lá estava um e bem na altura da segunda prateleira. Emília deu jeito, passou-se da teia para o buraco e com um pulinho saltou na prateleira. Caiu bem em cima duma roda de carro, branca como leite. Era um comprimido de Fontol. Continue lendo “Monteiro Lobato”
