O Sítio… Sétima parte

REINAÇÕES  DE  NARIZINHO

Sétima Parte: Cara De Coruja

1- Preparativos

            Dona Benta estava ensinando Pedrinho a cortar as unhas da mão direita quando Emília apareceu na porta e piscou para ele com os seus novos olhos de seda azul, feitos na véspera. Pedrinho respondeu a essa piscadela com outra, que na linguagem do “pisco” (como dizia a boneca) significava: “Que há de novo?”

            — Narizinho está chamando! — respondeu Emília, tão baixinho que dona Benta nada percebeu.

            — Para quê? — indagou o menino ainda na língua do “pisco”.

            — Para ajudá-la a arrumar a sala e salvar o Visconde.

            Desta vez dona Benta pilhou a palavra “arrumar” e, erguendo os óculos para testa, perguntou:

            — Que arrumação é essa, Pedrinho?

            — Não é nada, vovó. Uma simples festinha que vamos dar aos nossos amigos do País das Maravilhas. Continue lendo “O Sítio… Sétima parte”

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O Sítio… Sexta Parte

REINAÇÕES  DE  NARIZINHO

Sexta Parte: O Gato Felix

1 – A história do gato

            Narizinho não teve o gosto de salvar o príncipe. Quando chegou ao ribeirão do pomar, já nada viu por ali. Certa de que ele se havia salvado a si próprio voltou correndo para casa, ansiosa por conhecer as aventuras do gato Félix. Chegou, botou o gato no colo e disse:

            — Você tem que me contar a sua vida inteirinha, sabe?

            — Pois não — respondeu o gato. — Mas só sei contar histórias de noite. De dia perdem a graça.

            — Neste caso, vá dar um passeio e quando for de noite esteja aqui.

            O gato saiu, passeou pelo sítio inteiro, caçou três ratos e de noite voltou. Tia Nastácia acendeu o lampião da sala. Depois disse: — “É hora, gente!” Todos vieram postar-se em redor do ilustre personagem; dona Benta sentou-se na sua cadeirinha de pernas serradas; Narizinho e Pedrinho sentaram-se na rede; Emília foi para o colo da menina. Até o Visconde de Sabugosa quis ouvir as histórias. Narizinho teve dó do coitado; espanou-lhe o bolor e botou-o num canto da sala, dentro duma lata — para que não sujasse o chão com aquele pó verde. Logo que todos se acomodaram, Emília disse:

            — Comece, seu Félix! E o gato Félix começou.

            — Houve na França um gato muitíssimo ilustre, que era escudeiro do marquês de Carabás — tão ilustre que não há no mundo inteiro criança que o não conheça.

            — Até eu! — gritou Emília. — Era o tal Gato de Botas!… Continue lendo “O Sítio… Sexta Parte”

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O Sítio… Quinta Parte

Reinações de Narizinho

 Quinta Parte: Aventuras Do Príncipe

 1 – O gato Félix

            Num dia de sol muito quente Lúcia e Emília sentaram-se à sombra da jabuticabeira, à espera de Pedrinho que fora ao mato cortar varas para uma arapuca.

            Longo tempo estiveram as duas recordando as festas do casamento, terminadas dum modo tão estranho em virtude da eterna gulodice de Rabicó. De repente, um miado de gato.

            Narizinho admirou-se, porque não havia gatos no sítio.

            — Emília — disse ela de ouvido à escuta — este miado está me parecendo miado do gato Félix…

            Era a primeira vez que a boneca ouvia falar em semelhante personagem.

            — Quem é esse cidadão? — indagou.

            — Oh, é um gato que você nem imagina que gato é, de tão inteligente e reinador! Mete-se nas maiores aventuras, aparece nas fitas de cinema, pinta o sete.

            Ninguém pode com a vida dele. O gato Félix sai vencendo sempre.

            — Nem Tom Mix?

            — Tom Mix vê o gato Félix e bota-se!…

            Emília deu um suspiro. Continue lendo “O Sítio… Quinta Parte”

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