Reforma da Natureza, ÍNDICE

Monteiro Lobato – 14

Reforma da Natureza – Primeira Parte Capítulos 1, 2 e 3   1 – A reforma da Natureza Quando a…

Monteiro Lobato – 14

Reforma da Natureza – Primeira Parte Capítulos 4, 5 e 6   4 – Reforma da Mocha Por muito tempo…

Monteiro Lobato

Reforma da Natureza – Primeira Parte Capítulos 7, 8 e 9   7 – Os odres vivos e o peso…

Monteiro Lobato

Reforma da Natureza – Primeira Parte Capítulos 10 e 11   10 – A volta de Dona Benta No dia…

Monteiro lobato

A Reforma da Natureza – Segunda Parte Capítulos 1, 2 e 3   1 – O Laboratório do Visconde A…

Monteiro Lobato

A Reforma da Natureza – Segunda Parte Capítulos 4, 5 e 6   4 – A NOVENTAEQUATROPEIA Dias depois a…

A Reforma da Natureza – Segunda Parte Capítulos 7 e 8 (último)   7 – A CAÇA AO MONSTRO A…

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A Reforma da Natureza – Segunda Parte

Capítulos 7 e 8 (último)

 

7 – A CAÇA AO MONSTRO

A Noventaequatropeia estava lá na mesma grota úmida dos caetés de Tia Nastácia, sempre parada, olhando. Parece que o gosto dela era parar e olhar. O Doutor Zamenhof e seus homens cercaram-na de longe e examinaram-na com os binóculos.

– Noventa e quatro pernas, sim – observou o sábio-, evidentemente, seis foram arrancadas, porque ainda aparecem os buracos em que deviam estar inseridas. O corpo é formado de anéis córneos, exatamente como o das pequeninas centopeias. O aspecto externo é o mesmo das centopeias, e aqui estou garantindo que esse monstro não passa duma centopeia gigantesca, que perdeu seis pernas em algum desastre.

Depois de bem examiná-la pelo binóculo e de medir com o “olhômetro” as dimensões do monstro, discutiu com os seus auxiliares os meios de captura.

– Temos de construir um canudo de vinte metros de comprimento e um metro de diâmetro interno, com tampa dos dois lados – disse por fim.

– E como fazê-la entrar no canudo? – perguntou um dos assistentes.

O maior problema era esse. O Doutor Zamenhof coçou a barba. Estava indeciso. Continue lendo “”

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Monteiro Lobato

A Reforma da Natureza – Segunda Parte

Capítulos 4, 5 e 6

 

4 – A NOVENTAEQUATROPEIA

Dias depois a pobre Tia Nastácia quase realmente morreu de medo. Estando a fazer pamonha de milho verde, foi ao mato em busca de folhas de caeté, para enrolá-las. A moita de caetés era numa grota, por onde passava um riacho. Estava a pobre preta cortando as folhas com o facão de Pedrinho quando, de repente, deu um grito. Largou tudo e voltou para casa na velocidade de cem quilômetros por hora.

Entrou sem fôlego, esbaforida:

– Ah, ah, ah…

Dona Benta correu-lhe ao encontro.

– Que é isso, Nastácia? Que aconteceu?

E a negra:

– Ah, ah, ah…

Não conseguia falar.

Narizinho trouxe um copo d’água..

– Beba – ordenou.

A negra bebeu um gole, e continuou nos “ah-ah-ah” de quem perdeu o fôlego, só que mais molhados. Por fim, depois duns cinco minutos, conseguiu desatar a lingua, Continue lendo “Monteiro Lobato”

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