Monteiro Lobato

As aventuras de Hans Staden

 Capítulos 5 e 6

 

05 – Reconhecimento da terra

         Quando a menina voltou, Dona Benta prosseguiu pausadamente:

         – Depois de alguma espera, começou a soprar bom vento. O navio deixou a angra, a fim de procurar o porto de Santa Catarina. Velejou para lá, mas o dia estava tão encoberto que não foi possível encontrar esse porto.

         Na manhã seguinte, enquanto os marinheiros rezavam a primeira oração do dia, formou-se uma tempestade. A escuridão ficou de breu. O piloto não sabia o que fazer, atrapalhado como se achava com as muitas ilhas ali existentes. Afinal enveredou ao acaso por detrás duma delas a fim de abrigar o navio. Foi feliz. Deu num porto excelente do qual pôde lançar âncora.

         Em seguida os marinheiros tomaram um bote e saíram a fazer um reconhecimento.

         Subiram por um canal, inspecionando as margens, a ver se descobriam alguma fumaça, indício certo de humanidade.

         Como a noite estivesse chegando, o capitão resolveu desembarcar numa ilhota próxima. Os marinheiros fizeram fogo para o jantar, que se compôs de palmitos cortados ali mesmo. Depois dormiram sossegados. Continue lendo “Monteiro Lobato”

Lobato en Esperanto – 07

Hans Staden

Ĉapitroj 3 kaj 4

Tradukis Jorge Teles

 

03 – Vojaĝo al Lisbono

         La ŝipoj forlasis la havenon de Olinda, kiun la indianoj nomis Marim (vilaĝeto) kaj veturis kvardek mejlojn norden, serĉe de la lando de gento potigvara.

         – Kie loĝadis la potigvaroj, avinjo?

         – Ilia tero respondas hodiaŭ al kelkaj ŝtatoj de nordoriento de Brazilo. Tie troviĝis multe da brazil-arbo. Iliaj trunkoj estis komercaĵo inter la indianoj kaj la eŭropanoj.

– Momenton, avinjo – diris Peĉjo. – Kial oni tiom multe okupiĝis pri brazil-arbo kaj hodiaŭ oni ne plu parolas pri ĝi? Ĉu la arboj ne plu ekzistas?

         – Preskaŭ ne, Peĉjo. Sed tio, kio okazis, estis ke ŝtonkarbo venkis la brazil-arbon.

         La okuloj de Peĉjo larĝiĝis. Continue lendo “Lobato en Esperanto – 07”

Monteiro Lobato

Aventuras de Hans Staden

Capitulos 3 e 4

 

03 – A volta para Lisboa

 

         Saindo do porto de Olinda, que os indígenas chamavam Marim 1, as naus velejaram quarenta milhas ao norte, em demanda da terra dos potiguaras.

         – Que terra era essa, vovó?

         – Essa terra corresponde hoje ao Estado da Paraíba. Havia lá muito pau-brasil, madeira com que os índios comerciavam.

         – Um parêntese, vovó – disse Pedrinho. – Por que motivo naquele tempo lidavam tanto com o pau-brasil e hoje não se fala mais nele? Será que lhe acabaram com a casta?

         – Não, Pedrinho. O que se deu foi que o carvão-de-pedra derrotou o pau-brasil.

         Pedrinho arregalou os olhos. Continue lendo “Monteiro Lobato”