Monteiro Lobato – O Saci

O SACI

Capítulos 21, 22, 23 e 24

21 – Más notícias

Parece que a mula-sem-cabeça tem a propriedade de afugentar os outros duendes da floresta, porque depois da sua passagem tudo por ali ficou deserto de seres. Só uma hora mais tarde é que os sacizinhos foram reaparecendo, um por um e ainda ressabiados. Mas reapareceram todos, afinal, e recomeçaram as travessuras, apenas interrompidas pela passagem da Porca dos Sete Leitões e do Caipora.

A Porca dos Sete Leitões é uma misteriosa porca alva como paina, que passeia acompanhada dos seus sete leitõezinhos, fossando o chão em procura de um anel enterrado. Só quando achar esse anel poderá quebrar o encanto e virar na baronesa que já foi. Por suas maldades no tempo em que havia escravos, um feiticeiro negro transformou-a em porca e virou seus sete filhos em leitões.

O Caipora é um duende peludo, meio homem, meio mono, que costuma cavalgar os porcos-do-mato e deter os viajantes para exigir fumo. Continue lendo “Monteiro Lobato – O Saci”

Monteiro Lobato en Esperanto – 02

SACI’

 Ĉapitroj 17, 18, 19 kaj 20

 

17 – Noktomezo

Ĉimomente, la floro, kiu servis kiel horloĝo, tute malfermiĝis.

– Jen la horo! – diris Saci’. – Ni estas en la mezo de la nokto.

Malgraŭ lia kuraĝo, Peĉjo sentis tremeton tra la korpo. Estis la unua fojo en lia vivo, kiam li pasigis la tutan nokton en la arbaro – kaj ne estos ordinara nokto, laŭ la diro de Saci’.

– Nenion timu. Lasu ĉion al mi, ke nenio malbona okazos – diris Saci’, ĉirkaŭrigardante kvazaŭ serĉante ion. – Venu kun mi. Tie estas malnova arbo, aspidospermo, kiun mi konas, kaj ni trovos la plej bonan rifuĝejon.

Fakte. En la aspidospermo estis kavo, tre taŭga por esti kaŝejo. Ene de ĝi la du lokiĝis laŭplaĉe tiamaniere ke ili povus ĉion vidi sen danĝero esti vidataj. Continue lendo “Monteiro Lobato en Esperanto – 02”

Monteiro Lobato – O Saci

O SACI

Capítulos 17, 18, 19 e 20

 

17 – Meia-noite

Nesse ponto da prosa a flor que servia de relógio abriu-se toda.

— É hora! — exclamou o saci. — Estamos justamente no meio da noite.

Apesar de valente, Pedrinho não deixou de sentir um certo arrepio pelo corpo. Primeira vez na vida em que ia passar uma noite inteira na mata — e não seria uma noite comum, pelo que dizia o saci.

— Não se arreceie de coisa nenhuma. Deixe tudo por minha conta, que nada de mal há de acontecer — disse o saci, correndo os olhos em redor como em procura de alguma coisa. — Venha comigo. Há ali uma peroba minha conhecida, onde encontraremos o melhor dos refúgios.

De fato. Na tal peroba havia um oco a doze pés acima do chão, muito próprio para esconderijo. Dentro dele os dois acomodaram-se à vontade e de modo a tudo poderem ver sem perigo de serem vistos. Continue lendo “Monteiro Lobato – O Saci”