Monteiro Lobato

O MINOTAURO

Capítulos 23 e 24 (último)

 

23 – A Panatenéia

         A primeira coisa que Pedrinho fez ao chegar ao “Beija-flor das ondas”, foi correr à despensa em procura duma lata de sardinha. Queria variar. Andava enjoado de azeitonas e figos, de tanto que os comeu durante a “penetração” nos fundões da Hélade. E enquanto abria a lata, foi fazendo perguntas a Rabicó.

         – Como vão as duas, vovó e Narizinho? Estão ainda na casa de Péricles?

         – Sim. E já vieram cá em companhia duma senhora muito bonita e mais três homens. Dona Benta mostrou-lhes o navio inteiro, até a cozinha, onde houve um grande movimento de pipocas e batatas fritas.

         – E vovó não disse nada? Não me deixou nenhum recado?

         – Não. Esteve de prosa com aqueles gregos e a lidar com agulhas, carretéis, a máquina de coser e a bússola.

         Pedrinho fez um sanduíche de sardinha e foi comê-lo no tombadilho, com os olhos no mar. Estranhou a calma do porto.

         – Que fim levaria a gente do Pireu? Tudo deserto… Continue lendo “Monteiro Lobato”

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Lobato en Esperanto – 10

LA MINOTAŬRO

Ĉapitroj 21 kaj 22

 

21 – En la labirinto de Kreto

         Ili vekiĝis en la insulo Kreto, kaj tuj trovis la labirinton. Ĝi estis grandega palaco, kun mil koridoroj aranĝataj tiamaniere, ke tiuj, kiuj eniris, neniam sukcesis eliri – kaj fine estis vorataj de la monstro. La Minotaŭro manĝis nur homan viandon. Antaŭ la labirinto, la tri “peguletoj” haltis por pripensi.

         – Tiu, kiu eniras, ne sukcesas eliri kaj finiĝas en la kropo de la monstro – diris Peĉjo. – Ni konas manieron por eniri kaj eliri: sufiĉas malvolvi fadenon. Ho, se mi kunportintus bobenon…

         – Nu, mi kunportis tri! – kriis Emilja triumfe. – Kaj grandegaj… Malfermu la kofreton, Vicgrafo.

         La kofreto estis mallevata kaj malfermata. Emilja prenis la bobenojn kaj donis unu al Peĉjo, alian al la Vicgrafo kaj konservis la trian. Continue lendo “Lobato en Esperanto – 10”

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Monteiro Lobato

O MINOTAURO

Capítulos 21 e 22

 

21 – No labirinto de Creta

         Foram despertar na Ilha de Creta, onde logo descobriram o labirinto. Era um palácio imenso, com mil corredores dispostos de tal maneira que quem entrava nunca mais conseguia sair – e acabava devorado pelo monstro. O Minotauro só comia carne humana. Diante do labirinto, os três “picapaus” pararam para refletir.

         – Quem entra não sai mais e acaba no papo do monstro – disse Pedrinho. – Mas nós sabemos o jeito de entrar e sair: é irmos desenrolando um fio de linha. Ah, se eu tivesse trazido um carretel…

         – Pois eu trouxe três! – gritou Emília, triunfalmente. – E dos grandes, número 50. Desça a mala, Visconde, abra-a.

         A mala foi descida e aberta. Emília tirou os carretéis e deu um a Pedrinho, outro ao Visconde, ficando com o terceiro. Continue lendo “Monteiro Lobato”

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