Monteiro Lobato

O MINOTAURO

Capítulos 11 e 12

 

11 – O sonho de Pedrinho

         Pedrinho sonhou. Sonhou que estava sentado numa pedra, com os olhos nos carneiros do rebanho. Súbito, foram se sumindo os carneiros e apareceu uma estrada que ia perder-se nas montanhas azuis.

         Um vulto vinha vindo pela estrada. Um homem… Um velho de andar trôpego…

         O velho chegou e sentou-se na pedra.

         – É daqui? – perguntou-lhe Pedrinho.

         – Sou de todos os lugares e de todos os tempos. Sou a História.

         Pedrinho encarou-o, surpreso. O velho não era mais o velho, sim uma deidade semelhante a certa figura feminina que ele vira no Partenão, com a cara de musa.

         – Como se chama isto por aqui, senhora musa? Continue lendo “Monteiro Lobato”

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Lobato en Esperanto – 10

LA MINOTAŬRO

Ĉapitroj 09 kaj 10

 

09 – La pulvoro numero du

         En Pireo, la “Kolibro sur l’ Ondoj” estis ĉirkaŭita de malgrandaj boatoj plenaj de scivolemuloj.

         La grekoj ne ĉesis admiri la strangan jaĥton, kiu mistere aperis en la haveno.

         Kvankam ĝi estis ŝipo de tre modestaj proporcioj, ĝi aspektis kiel koloso kompare kun la grekaj triremoj kaj aliaj komercaj ŝipoj.

         Kiam la grupeto de Sinjorino Benta alvenis al la kajo, neniu el la kvin sukcesis ne ridi. Sidanta ĉe la pruo de la jaĥto la Plej Ekscelenca Sinjoro Markizo de Vostuleto, la porketo, kun sia oficira ĉapo sur la kapo kaj binokloj en la mano. De tempo al tempo li rigardis malproksimen, kun indiferento.

         – La friponeto! – ekkriis Peĉjo. – Rimarku, kiel grave li sin montras al ĉiuj naivuloj, ŝajnigante ke li estas admiralo… Continue lendo “Lobato en Esperanto – 10”

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Monteiro Lobato

O MINOTAURO

Capítulos 09 e 10

 

09 – O pó número dois

         Lá no Pireu o “Beija-flor das Ondas” estava rodeado de pequenas embarcações repletas de curiosos.

         Os gregos não cessavam de admirar o estranhíssimo iate que misteriosamente aparecera no porto.

         Embora fosse barco de proporções muito modestas, parecia um colosso comparado às trirremes gregas e mais embarcações mercantes ali ancoradas.

         Quando o bandinho de Dona Benta chegou ao cais, nenhum dos cinco pôde conter o riso. Sentado à proa do iate estava o Excelentíssimo Senhor Marquês de Rabicó, de boné de Imediato na cabeça e binóculo em punho. De vez em quando olhava ao longe, displicentemente.

         – O malandro! – exclamou Pedrinho. – Vejam a importância dele, a bancar o almirante para todos estes basbaques… Continue lendo “Monteiro Lobato”

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