Monteiro Lobato

O Minotauro

Capítulos 13 e 14

 

13 – Em procura de Hércules

         O pastor já estava desperto quando os três heróis lhe bateram a porta. Ergueu-se, assustado. “Quem será?” Correu a abrir.

         – Viva! – exclamou Pedrinho. – Desta vez quem madrugou fomos nós.

         O pastorzinho, surpreso, pediu explicações, e ao ouvir a história da subida ao Olimpo, sorriu. Tomou o caso como invenção das crianças.

         – Não quer acreditar? – disse Emília, tirando da maleta o vidrinho de néctar. – Olhe para isto, cheire, prove…

         O pastor olhou, cheirou, provou e ficou na mesma.

         – Parece mel, mas um mel diferente de todos que tenho visto.

         – Mel o seu nariz! Fique sabendo que é o legítimo néctar dos deuses. Entramos no Olimpo, sim, e vimos tudo, e furtamos esta amostra de néctar e ainda um bom pedaço de ambrosia, que comemos regaladamente. Tal qual curau, uma coisa feita de milho verde, que você não conhece porque nem sabe o que é milho. Continue lendo “Monteiro Lobato”

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Lobato en Esperanto – 10

LA MINOTAŬRO

Ĉapitroj 11 kaj 12

 

11 – La sonĝo de Peĉjo

         Peĉjo sonĝis. Li sonĝis, ke li sidas sur roko, kun la okuloj al la ŝafoj en la grego. Subite, la ŝafoj malaperis kaj aperis vojo, kiu perdiĝos en la bluaj montoj.

         Sur la vojo venis figuro. Viro… stumblanta maljunulo…

         La maljunulo alvenis kaj sidiĝis sur la roko.

         – Ĉu vi estas el ĉi regiono? – demandis Peĉjo.

         – Mi estas el ĉiuj lokoj kaj ĉiuj tempoj. Mi estas la Historio.

         Peĉjo rigardis lin, surprizite. La maljunulo ne plu estis la maljunulo, sed diaĵo simila al certa virina figuro, kiun li vidis en la Partenono, kun vizaĝo de muzo.

         – En kiu loko ni estas, sinjorino muzo? Continue lendo “Lobato en Esperanto – 10”

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Monteiro Lobato

O MINOTAURO

Capítulos 11 e 12

 

11 – O sonho de Pedrinho

         Pedrinho sonhou. Sonhou que estava sentado numa pedra, com os olhos nos carneiros do rebanho. Súbito, foram se sumindo os carneiros e apareceu uma estrada que ia perder-se nas montanhas azuis.

         Um vulto vinha vindo pela estrada. Um homem… Um velho de andar trôpego…

         O velho chegou e sentou-se na pedra.

         – É daqui? – perguntou-lhe Pedrinho.

         – Sou de todos os lugares e de todos os tempos. Sou a História.

         Pedrinho encarou-o, surpreso. O velho não era mais o velho, sim uma deidade semelhante a certa figura feminina que ele vira no Partenão, com a cara de musa.

         – Como se chama isto por aqui, senhora musa? Continue lendo “Monteiro Lobato”

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