Monteiro Lobato

O MINOTAURO

Capítulos 03 e 04

 

03 – Desembarque na Grécia de Péricles

         O “Beija-flor das Ondas” já havia penetrado em mares gregos. Pelo binóculo Emília pôde ver a linha das costas. – Terra! Terra! Estamos chegando… Uma hora depois o iate entrava no Porto do Pireu e descia a âncora. Os meninos olharam. Um porto como todos os portos. Moderno. Carregadores, automóveis, fardos e caixões, guinchos de máquinas, tudo muito desenxabido. Não interessou.

         – Nem vale a pena descer, vovó – disse Pedrinho. – O verdadeiro é darmos daqui mesmo o mergulho no século de Péricles.

         Todos concordaram e, fechando os olhos, fizeram tchibum! Foram sair lá adiante, em plena Grécia de Péricles. Tudo mudou como por encanto. O porto ainda era o mesmo, mas estava coalhado de navios muito diferentes dos de hoje. Nada de chaminés fumacentas; só mastros, com muito cordame e velas branquinhas.

         Dona Benta desceu ao cais com os netos, a Emília e o Visconde fardado de comandante; e a primeira coisa que notou foi a moda da gente do porto. Tudo ‘diferente das modas modernas. Nada de calças e paletós para os homens, e blusas e saias para as mulheres. Os homens vestiam uma túnica de nome chiton. Continue lendo “Monteiro Lobato”

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Monteiro Lobato

O MINOTAURO

Capítulos 01 e 02

 

01 – Uma aventura puxa outra

         Os leitores do “Picapau Amarelo” fatalmente desapontaram com o desfecho da história. A grande festa do casamento do Príncipe Codadade com Branca de Neve acabou violentamente interrompida pelo ataque dos monstros da Fábula. Dona Benta, Pedrinho, Narizinho, Emília e o Visconde conseguiram salvar-se pela fuga, a bordo de “O Beija-flor das Ondas” mas a pobre tia Nastácia, que se distraíra nas cozinhas do palácio com o assamento de mil faisões, perdeu-se no tumulto. Fora atropelada, devorada ou aprisionada pelos monstros? Ninguém sabia.

         Só depois do desastre é que Dona Benta e os meninos puderam ver o quanto a estimavam. Que choradeira! Quindim derruba o focinho… O Burro Falante desistiu da sua habitual ração de fubá. Só não choraram Emília e Pedrinho; Emília porque “não era de choros”; e o menino, porque andava com uma ideia de bom tamanho.

         – Nada de lágrimas, pessoal! – dizia ele. – O que temos a fazer é organizar uma expedição para o salvamento de tia Nastácia. Se está viva nas unhas de algum monstro, havemos de libertá-la, custe o que custar. Continue lendo “Monteiro Lobato”

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O Picapau Amarelo, ÍNDICE

Monteiro Lobato

O PICAPAU AMARELO  Capítulos 01, 02, 03 e 04   1 – A cartinha do Polegar O sítio de Dona…

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O PICAPAU AMARELO Capítulos 05, 06, 07 e 08   05 – D. Quixote hospeda-se no sítio Nunca houve jantar…

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O PICAPAU AMARELO  Capítulos 09, 10, 11 e 12   09 – Peter Pan e Capinha Vermelha Era realmente ele.…

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O PICAPAU AMARELO  Capítulos 13, 14, 15 e 16   13 – O Visconde em cena O “sabinho” estava no…

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O PICAPAU AMARELO Capítulos 17, 18, 19 e 20   17 – A sereia aprisionada Ali pela tardinha a atenção…

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O PICAPAU AMARELO  Capítulos 21, 22, e 23    21 – O cruzeiro O “Beija-Flor das Ondas” ancorou rente ao…

Monteiro Lobato

O PICAPAU AMARELO  Capítulos 24, 25 e 26    24 – Os visitantes Dona Benta nunca deixou que os meninos…

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O PICAPAU AMARELO Capítulos 27 e 28 (último)    27 – Os “penetras” Se fôssemos descrever, ou simplesmente mencionar, todos…

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