Monteiro Lobato

Histórias de Tia Nastácia

Capítulos 30, 31, 32, 33 e 34

 

30 – O pinto sura

Era uma vez um pinto diferente de todos os mais pintos do galinheiro. Que culpa tinha ele disso? Nenhuma. No entanto, todos judiavam dele — vejam só! — porque era sura…

O pobrezinho nem comer em paz podia. Na hora do milho, era zás! uma bicada daqui, zás! uma bicada dali, enquanto os outros, sossegadamente, enchiam o papo até estufar.

E se apanhava algum bichinho, grilo ou içá, era aquela certeza: a galinhada inteira punha-se a correr atrás dele até tomar o petisco.

Por causa disso o pinto sura vivia sempre com fome, encolhidinho pelos cantos, magro e mandigüera…

Certo dia perdeu a paciência. Um frangote carijó, que andava de namoro com umas frangas amarelas, deu-lhe, à vista dessas meninas de penas, uma tal sova de bicadas que o deixou descadeirado. As frangas entusiasmaram-se com a valentia do carijó, riram-se à grande do triste sovado que nem suster-se em pé podia. E chegaram, mesmo, a compor um versinho: Continue lendo “Monteiro Lobato”

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Lobato en Esperanto – 13

Rakontoj  de Onklino Nastasja

Ĉapitroj 25, 26, 27, 28 kaj 29

 

25 – La cervo kaj la rano

         Cervo kaj rano intencis edziĝi kun la sama junulino. Por decidi la aferon ili faris konkuron pri kurado.

         Ni havas ĉi tie tre longan vojon. Ni kuru, – proponis la cervo. – Tiu, kiu venkos, edziĝu kun la knabino.

         La rano konsentis, kaj ili planis la batalon por la sekva tago.

         La cervo ridante iris hejmen. “La kompatinda rano pretendas konkuri kontraŭ kiu? Ĝuste kontraŭ mi, kiu estas la plej rapida besto! Ho, ho, ho!…”

         Sed la rano uzis sian ruzon. Ĝi kunigis cent kunulojn, al kiuj ĝi rakontis la disputon, kaj ili interkonsentis pri la jeno: en certaj lokoj de la vojo, kaŝiĝos unu rano. Kiam la cervo alproksimiĝos kaj kantos “Lakule’, lakule’ lakule’ “, la rano tie kaŝata krios “Gulugubango, bango, le”. Kaj la rano de la veto estos, tre trankvile, ĉe la fino de la vojo, atendanta la cervon. Continue lendo “Lobato en Esperanto – 13”

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Monteiro Lobato

Histórias de Tia Nastácia

Capítulos 25, 26, 27, 28 e 29

 

25 – O veado e o sapo

         Um veado e um sapo queriam casar com a mesma moça. Para decidirem a questão fizeram uma aposta.

         — Temos aqui esta estrada compridíssima. Vamos correr — propôs o veado. — Quem chegar primeiro, casa com a moça.

         O sapo concordou, e marcaram a prova para o dia seguinte.

         O veado saiu dali dando boas risadas. Um pobre sapo ter a pretensão de apostar corrida com quem? justamente com ele, que era o animal de maior velocidade que existe! Ah, ah, ah!…

         Mas o sapo usou da esperteza. Reuniu cem companheiros, aos quais contou o caso, combinando o seguinte: de distância em distância, à beira da estrada, ficaria escondido um sapo, com ordem de gritar “Gulugubango, bango, lê”, sempre que o veado passasse por ele e cantasse “Laculê, laculê, laculê”. Enquanto isso, o sapo apostador ficaria, no maior sossego, esperando o veado no fim da estrada. Continue lendo “Monteiro Lobato”

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