Monteiro Lobato

Histórias de Tia Nastácia

Capítulos 25, 26, 27, 28 e 29

 

25 – O veado e o sapo

         Um veado e um sapo queriam casar com a mesma moça. Para decidirem a questão fizeram uma aposta.

         — Temos aqui esta estrada compridíssima. Vamos correr — propôs o veado. — Quem chegar primeiro, casa com a moça.

         O sapo concordou, e marcaram a prova para o dia seguinte.

         O veado saiu dali dando boas risadas. Um pobre sapo ter a pretensão de apostar corrida com quem? justamente com ele, que era o animal de maior velocidade que existe! Ah, ah, ah!…

         Mas o sapo usou da esperteza. Reuniu cem companheiros, aos quais contou o caso, combinando o seguinte: de distância em distância, à beira da estrada, ficaria escondido um sapo, com ordem de gritar “Gulugubango, bango, lê”, sempre que o veado passasse por ele e cantasse “Laculê, laculê, laculê”. Enquanto isso, o sapo apostador ficaria, no maior sossego, esperando o veado no fim da estrada. Continue lendo “Monteiro Lobato”

Lobato en Esperanto – 13

Rakontoj de onklino Nastasja

Ĉapitroj 21, 22, 23 kaj 24

 

21 – La vosto de la simio

          Iam estis simio, kiu decidis fariĝi negocisto.

         Ĝi pripensis, pripensis kaj iris al vojo, kiam ĝi vidis ke de malproksime venadis bovoĉaro. Li etendis la voston sur la vojo kaj atendis.

         Kiam la ĉaro alvenis, la kondukisto vidis la voston sur la vojo. Li haltis kaj diris:

         – Simio, forigu vian voston de sur la vojo, alie mi surpasos ĝin.”

         – Tion, mi ne faros! – respondis la simio. Kaj la ĉaro pasis kaj la rado detranĉis la voston de la simio.

         La besto faris teruran bruon.

         – Mi volas mian voston, mi volas mian voston – aŭ alie mi volas tranĉilon!

         Tio tiom turmentis la ĉariston, ke li prenis sian tranĉilon de la talio kaj diris: Continue lendo “Lobato en Esperanto – 13”

Monteiro Lobato

Histórias de Tia Nastácia

 Capítulos 21, 22, 23 e 24

 

21 – O rabo do macaco

       

         Era um macaco que resolveu sair pelo mundo a fazer negócios. Pensou, pensou e foi colocar-se numa estrada, por onde vinha vindo, lá longe, um carro de boi. Atravessou a cauda na estrada e ficou esperando.

         Quando o carro chegou e o carreiro viu aquele rabo atravessado no caminho, deteve-se e disse:

         — Macaco, tire o rabo da estrada, senão passo por cima.

         — Não tiro! — respondeu o macaco — e o carreiro passou e a roda cortou o rabo do macaco.

         O bichinho fez um barulho medonho.

         — Eu quero meu rabo, eu quero meu rabo — ou então uma faca!

         Tanto atormentou o carreiro que este sacou da cintura a faca e disse: Continue lendo “Monteiro Lobato”